Agenda da Província

Palavra da Provincial

A alegria de servir

 

“Somos todos de Deus e todos das pessoas”(Padre Giocondo). Essa afirmação do nosso querido e venerável fundador faz refletir sobre o compromisso de servir ao próximo. Este serviço deve ser alegre, generoso e gratuito para se tornar reflexo do amor de Deus e ser sinal da nossa entrega à Ele. O serviço é ação própria de quem tem disposição para ir ao encontro daqueles que tem sensibilidade diante do sofrimento e necessidade de outra pessoa. Porém ele se torna algo prazeroso quando damos um sentido. Uma forma de fazer do serviço algo sublime e grandioso é tomando consciência de que pertencemos a Deus e como consequência pertencemos uns aos outros. Ao pertencer a Deus buscaremos em tudo fazer a sua Vontade. E fazer a Vontade de Deus é colocar em pratica tudo o que Jesus viveu e ensinou quando esteve na terra, é seguir seu mandamento “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13, 34) porque “não existe amor maior do que dar a vida” (Jo 15, 13). E dar a vida é estar em constante atitude de serviço. O nosso serviço para ser agradável ao Senhor deve ser alegre, independente de sua característica, ou seja, desde cuidar das coisas da casa (que é algo rotineiro e simples, porém exigente) até aquele que nos faz sentir no patamar mais alto da fama. A atitude de servir é sinônimo de cuidado. Cuidar é cultivar o bem no outro e pelo outro. Quem já não fez a experiência de cuidar de alguém ou de algo e sentir uma alegria imensa que conduz a uma paz que nada nem ninguém podem defraudar. As vezes cuidar exige esforço, dedicação e constância, porém temos que ter a certeza de que a graça é deus que nos dá porque pertencemos a Ele e Ele não abandona os seus. Diante da situação atual em que vivemos a atitude de servir ao próximo é um dos requisitos mais importante para que alcancemos a cura, a paz e equilíbrio em tudo que envolve a vida. Procuremos servir com alegria a todos que Deus coloca na nossa história e a tudo que Ele confiou ao nosso cuidado.

 


Irmã Maria da Glória Inácio

Priora Provincial

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  • VOCAÇÃO À VIDA...

                    O dom mais excelente que recebemos de Deus é a vida. São Paulo diz que Deus nos amou “antes de ter feito este mundo”. “Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda bênção espiritual em Cristo, e nos escolheu nele antes da criação do mundo.” (Ef 1, 3).Isto quer dizer que Ele nos ama com um “amor Eterno”. Antes de criar o primeiro átomo de hidrogênio, há bilhões de anos, Ele amou cada um de nós. Antes de sermos filhos de nossos pais, já éramos filhos amados de Deus.

                    Como dom gratuito de Deus, nossa vida também deve ser sinal de gratuidade, generosidade e amor com os irmãos e irmãs. Neste sentido a vocação humana é um mistério de predileção e absoluta gratuidade do Pai. Ao nos criar Deus nos colocou junto de todas as outras criaturas. Mas como Imagem e Semelhança de Deus, o ser humano recebeu a missão de cuidar e continuar a obra da criação. Deus nos dá toda liberdade diante da criação, mas também somos convocados, interpelados a respeitar os nossos semelhantes e todas as outras criaturas, que também são sinais da graça e do amor de Deus.

                    A nossa resposta ao presente de Deus é fazer-nos pessoas cada vez mais humanizadas, assumindo nossa vida e história como vocação, por isto devemos estar conscientes de que: a vida é um mistério oferecido, para ser desvendado. Aceitá-la é, portanto, iniciar um processo de descobertas, pois, não nascemos por acaso, não viemos ao mundo por acaso.

                    A primeira e grande vocação do ser humano é o chamado à VIDA. A palavra VOCAÇÃO significa chamar. Esta voz que chama é de Deus. É Ele que nos chama primeiro, despertando nossa vontade, nossa consciência. Deus nos convida a estar com Ele, seguindo a Jesus Salvador e sua prática de amor. Deus sabe o que está pedindo, pois nos conhece desde o ventre de nossa mãe e vem nos ajudando. Chama-nos, mas deixa-nos livres em aceitar ou não. Na escolha que fazemos sempre está a LUZ de Deus iluminando nossas ideias para acolher a missão que Ele nos confia. Jesus continua fazendo convites permanentes, como: “Vem e segue-me”, “Vinde e vede”, “Coragem! Levanta-te, Ele te chama”, “Ide também vós para a minha vinha”, “Ide, pois, fazei discípulos meus em todas as nações”. Sempre haverá o convite e a resposta será de cada pessoa que se sente convocada. Eu sou o caminho a verdade e a vida. Vem e segue-me! Vocação é dom de Deus. Descubra este Dom em você.

                    Descobrir e assumir a vocação num determinado modo de vida é viver plenamente, com sentido e propósitos firmados na pedra sólida que é o próprio Cristo e assim dar a vida. É descobrir uma felicidade eterna de servir aos irmãos com base nos ensinamentos de Deus em todo seu contexto. É no seu estado de vida que a pessoa realiza a missão que Deus lhe chamou e confiou.

    Ir. Maria José Lara, o.p.

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  • PADRE GIOCONDO PIO LORGNA

    Giocondo Pio Lorgna, italiano nasceu em 27 de novembro de 1970, em Popetto de Tresana, Itália numa família rica de Fé. Neste mesmo dia foi batizado. Eram seus pais: Giovani e M. Fiasella. Teve dois irmãos vivos (Bentivoglio e David) e uma irmã falecida (Maria Catarina). Viveu em Popetto até os 13 anos. Em 1883, entrou no Seminário de Parma. Fez seus estudos com ótimos resultados.

    Aos dezenove anos, apaixonado por S. Domingos e seu estilo de vida apostólica, passou para a Ordem Dominicana. Fez profissão religiosa em 27 de novembro de 1893 e no mesmo ano, dia 23 de dezembro foi ordenado sacerdote. Em Bolonha viveu seus primeiros anos de sacerdócio.

    De 1901 a 1905 fez uma significativa experiência apostólica junto ao Santuário de N. S. de Fontanellato.  Aí foi confessor das Monjas Dominicanas.

    Contra suas aptidões que o levavam mais ao estudo e pregação, foi nomeado pároco em S. João e S. Paulo – Veneza. Na sua vida de pároco dedicou-se, com empenho ao seu povo. Aí permaneceu de 5 de janeiro de 1905 até sua morte, em 8 de julho de 1928. Passou sua vida, inteiramente dedicado ao seu povo.

    Por ser dominicano autêntico deixou uma herança espiritual marcada pela espiritualidade Eucarística. Posso dizer que a razão de ser de sua vida está expressa na frase de S. Paulo: "O meu viver é Cristo". Traduziu isto em atitudes concretas que aprendeu na contemplação da Palavra e na escuta das inspirações e lições recebidas nas suas longas vigílias. Cristo Eucarístico foi seu Mestre e Giocondo seu discípulo amado, atento e fiel.

    Esta espiritualidade se tornou também uma proposta clara para a vivência de outros sacerdotes, leigos, religiosos e religiosas e, sobretudo para as Irmãs Dominicanas da Beata Imelda. Congregação que fundou para viver e irradiar o grande amor de Jesus feito pão para todos e dedicar-se à infância e juventude Cada Irmã Imeldina fortificada pelo dom e presença de Jesus se coloca a serviço dos irmãos como missionárias de seu amor sem limites que brota do Sacrário.

    O amor ao estudo e a oração fez de Pe. Giocondo um Dominicano "sábio e piedoso", com grande amor para com todos, especialmente para com os pobres e pequenos. No seu caminho espiritual, destaca-se o amor à Eucaristia, que foi o centro de sua espiritualidade.A celebração diária da Missa rezada com edificante devoção. Foi homem de coração ardente como S. Domingo. Homem da palavra, da oração e da caridade. Imita a Virgem do Rosário e vê na Beata Imelda Lambertini um modelo de vida eucarística. O exame de consciência noturno era realizado à luz da Eucaristia, revendo a sua vida em relação às virtudes de Jesus Sacramentado. A visita cotidiana ao Santíssimo Sacramento se transforma em prolongada adoração, em abstração contemplativa, especialmente em alta noite.

    A Eucaristia era o respiro vital de sua alma. “Estando no confessionário ele via o Santo Tabernáculo. Estabeleceu, com o Senhor um pacto: “cada expiração seria uma aproximação sua do Senhor e cada inspiração uma vinda do Senhor a ele”. (M. Bassi)

    Depois de prolongada doença, na qual foi modelo de doação e entrega, morreu em Veneza, no dia 8 de julho de 1928, deixando a Congregação com seis anos apenas. No dia 15 de março de 2008, o santo Padre Bento XVI reconheceu suas virtudes heroicas com o título de Venerável.

                Podemos resumir assim a sua vida: Giocondo foi um homem sábio e piedoso, de grande coração. Foi um religioso obediente. Amava especialmente os pobres e as crianças. Foi apóstolo de amplos horizontes, seu coração abraçou o agora e o futuro, a sua paróquia, a Itália, mas também o mundo inteiro. A Eucaristia heroicamente acreditada foi o centro de sua espiritualidade e vê a B. Imelda como modelo puríssimo de amor eucarístico.  S. Domingos, seu exemplo e modelo de homem apostólico. Teve grande amor a Maria e seu rosário. São características de seu ministério: esforço por conhecer as ovelhas e toda situação da paróquia; realiza uma ação planejada. Trabalho feito com criatividade, inteligência, coragem e amor; deseja uma paróquia com coração eucarístico; envolve, em tudo, os leigos...

                 Pe. Giocondo e a Congregação: Desde o período de Fontanellato (1901 a 1905) P. Giocondo sentiu a inspiração de iniciar uma nova família religiosa, na Igreja. Sonhava que ela fosse inteiramente dedicada à Eucaristia e que perpetuasse o espírito contemplativo apostólico de S. Domingos. No altar da Senhora do Fontanellato entendeu isto claramente. Sua primeira experiência foi a União Eucarística entre ele e duas monjas do mosteiro dominicano: Ir. Imelda Zapieri e Ir. Rosa Borelli.

                Na Paróquia de S. João e S. Paulo, em Veneza outras jovens se reuniram para realizar este ideal. Viviam em suas casas, alimentavam a espiritualidade comum e se dedicavam à preparação das crianças à primeira eucaristia. Tinham como protetora a Beata Imelda.

                No dia 22 de dezembro de 1916, P. Giocondo teve a felicidade de abençoar os ambientes do local onde este grupo passaria a viver em comum. Neste período foi também iniciado o Jardim da Infância “Ângelo Custodi”, (Anjos da Guarda) para meninos pobres confiados a Maria Bassi e Gilda Boscolo.

                Entre dores e alegria o grupo foi aumentando em número e no dia de Natal de 1919 foi aí celebrada a primeira Missa. No dia 11 de fevereiro de 1920 foi instalado o primeiro sacrário.

                Com imensa alegria do Fundador e de todas, no dia 30 de outubro de 1922, as dez primeiras jovens receberam, na festa centenária de S. Domingos, o hábito religioso em nome da igreja e da ordem Dominicana. Aí foi lido o Decreto de Fundação Canônica da Congregação das Irmãs Dominicanas da Beata Imelda. No dia 25 de dezembro do mesmo ano as cinco primeiras noviças faziam a profissão religiosa nas mãos de P. Giocondo.

                A partir daí a Congregação foi crescendo: no dia de S. José, 19 de março foi aberta a primeira casa filial na cidade de Este, região veneta da Itália. A esta comunidade foram se seguindo muitas outras. O impulso missionário dado por P. Giocondo levou as irmãs a atravessarem o Oceano e chegarem até o Brasil no ano de 1946.

                Hoje, respondendo aos apelos de Deus, a Congregação planta O CARISMA IMELDINO, depois da Itália e Brasil, nos Camarões, Albânia, Indonésia, Filipinas, Bolívia, México.

    “NO SILÊNCIO E NA ESPERANÇA ESTÁ SUA FORTALEZA”

    Irmã Cecília de Conti, o.p.

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  •                                 FESTA  DE  CORPUS CHRISTI

     

          Existem várias maneiras de narrar a instituição da Eucaristia.

          São João fala da Eucaristia no capítulo sexto, mas dá uma ênfase especial no lava-pés. Isso já é sinal do que se quer ensinar com a Eucaristia: o serviço ao próximo. Portanto, celebrar a Eucaristia tem exigências de lava-pés.

          Alguns sinais o demonstram: 1) Jesus acolhe e dirige a palavra; 2) Ao cair da tarde (hora de celebrar nos primeiros séculos); 3) Jesus olha para o alto e abençoa o alimento; 4) O gesto da partilha é, por excelência, eucarístico.

          A comunidade que celebra a Eucaristia tem compromisso com o alimento, para que todos sejam saciados. Eucaristia sem preocupação com

     a situação de fome de nossos irmãos contraria a proposta de Jesus.

         Corpus Domini ou Corpo do Senhor é a festa das festas para nossa Congregação que somos chamadas a viver o carisma essencialmente eucarístico.

         Padre Giocondo nos disse: “Felizes vós, como prediletas de Jesus”!

         Consagrai-vos a Ele, quais Hóstias vivas, repletas das perfeições que Jesus vos mostra na Sagrada Hóstia. Rogai em favor de toda a Obra Eucarística, para que cresça e se desenvolva numa grande casa, num templo maravilhoso, em que ressoe apenas esta delicada nota musical:

         “Glória e amor ao divino Hóspede de nossos altares”. (Orientações Espirituais às Irmãs Imeldinas; página 24 e 25.

     

                                          Irmã Maria das Graças Silva O.P.

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